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Chapo Apela Às Universidades para Formarem Profissionais para a Economia Digital

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Chapo Apela Às Universidades para Formarem Profissionais para a Economia Digital

O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou esta sexta-feira (28) as universidades a liderarem a transformação digital e a formarem profissionais capazes de responder aos problemas concretos do país, defendendo que o ensino superior deve produzir soluções para a economia digital e para a independência económica de Moçambique.

Na cerimónia de graduação da Universidade Lúrio (UniLúrio), realizada em Sanga, província do Niassa, no norte de Moçambique, Chapo disse que o país precisa de universidades protagonistas da transformação digital, com capacidade para desenvolver soluções para problemas nacionais e preparar jovens para a economia digital.

O Presidente pediu ainda que as instituições de ensino superior usem a inteligência artificial para melhorar o ensino, a investigação, a saúde, a agricultura, a gestão pública e a prestação de serviços aos moçambicanos. Segundo disse, o objectivo é produzir conhecimento útil para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a independência económica do país.

Chapo sublinhou que Moçambique precisa de engenheiros capazes de encontrar soluções para os problemas de energia e de infraestruturas, assim como de agrónomos e investigadores que aumentem a produtividade agrícola e reduzam a dependência alimentar. Para o Chefe de Estado, as universidades não devem formar apenas graduados, mas “solucionadores de problemas”.

“A universidade que queremos é aquela que não apenas explica os problemas de Moçambique, mas que ajuda a resolvê-los”, afirmou.

Dirigindo-se aos graduados, pediu que levem o conhecimento para as machambas, empresas, hospitais, escolas, instituições públicas e laboratórios, transformando-o em inovação, produção, indústria, emprego, empreendedorismo, dignidade e independência económica.

No mesmo dia, Chapo participou também na cerimónia militar de encerramento do 31.º Curso de Comandos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), na província de Nampula, igualmente no norte do país.

Nessa intervenção, o Presidente disse que o ambiente de segurança é cada vez mais complexo e imprevisível, assinalando que grandes organizações criminosas recorrem a drones, sistemas de vigilância, inteligência artificial, comunicações seguras, meios de observação e armamento moderno.

Perante isso, defendeu investimento nas Forças de Defesa e Segurança, em especial nas FADM, para acelerar com urgência a modernização das forças. Chapo esclareceu que modernizar não significa apenas adquirir equipamento, mas também formar homens e mulheres capazes de o operar.

Acrescentou que esse processo exige desenvolver doutrina própria, investir em inteligência militar, reforçar a logística e melhorar a capacidade de comando. No final, pediu às forças envolvidas no combate ao terrorismo que sejam “firmes e bravas”, para permitir o regresso das populações às comunidades.

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