EUA Voltam a Aconselhar Cidadãos a Não Viajar para o Norte de Moçambique

O governo dos Estados Unidos voltou a desaconselhar viagens para o norte de Moçambique, avisando os seus cidadãos para evitarem Cabo Delgado, a Reserva Especial do Niassa e alguns distritos do norte de Nampula devido ao aumento do risco de ataques terroristas.
O aviso oficial de viagens emitido pelo Departamento de Estado dos EUA também aponta o crime, os problemas de saúde e a agitação como motivos para manter Moçambique sob alerta. A recomendação é dirigida aos cidadãos norte-americanos e reforça que a situação no país é considerada sensível por várias razões de segurança.
No norte do país, Washington diz que grupos terroristas estão activos. O documento alerta que os atacantes podem atingir locais públicos e destinos turísticos com pouco ou nenhum aviso, por vezes fazendo reféns. Refere ainda que já terão visado lodges de luxo em zonas remotas onde ficam caçadores internacionais de grande porte.
Os EUA recomendam, em particular, que não se viaje para Cabo Delgado, para a Niassa Special Reserve, situada na província do Niassa, e para os distritos de Memba e Erati, no norte da província de Nampula. O Departamento de Estado acrescenta que as forças de segurança e a polícia podem demorar a responder.
O aviso inclui também a componente da saúde. Segundo o Departamento de Estado, a infraestrutura sanitária em Moçambique é fraca, a disponibilidade de medicamentos varia e há frequente escassez. O documento acrescenta que algumas unidades de saúde podem não ter recursos e materiais básicos, que certas instalações podem exigir pagamento em dinheiro adiantado e que os serviços médicos para procedimentos de rotina e de emergência são limitados.
Além disso, o Departamento de Estado considera que podem ocorrer protestos não planeados em todo o país. Esses protestos podem tornar-se violentos rapidamente e bloquear temporariamente estradas principais, incluindo portagens e passagens de fronteira.






